Sento-me aqui
nesta carteira vazia,
ocupando um lugar
que não é o meu.
Aqui espero,
desespero,
anseio pelo fim do dia
para ir para casa
e fugir,
isolar-me,
do ambiente que aqui existe.
Só em casa me sinto bem,
segura,
confortável,
quiçá por estar contigo,
meu amor,
minha vida,
meu ideal de paraíso.
Aqui sinto-me perdida,
um grão de areia
no meio do deserto
que me sufoca,
angustia,
não me deixa respirar.
Mas sei que isto passará
quando estiver contigo
pois tu és a minha alma,
deste meu corpo sem ti vazio.
Quero-te, é verdade,
como nunca quis
algo ou ninguém
e por isso te sei dar
o teu justo valor.
Só que às vezes penso:
dás-me tanto
e eu em troca dou-te tão pouco.
Como pode ser,
como podes de mim gostar,
e me querer,
e me desejar?
Só sei que isso é,
afinal,
tudo o que eu sempre quis
e talvez por isso
eu te ame tanto.
Talvez mais do que tu a mim,
talvez menos do que tu a mim,
mas sempre igual,
sim, sempre igual,
será este meu amor...
por ti.
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