Estamos numa altura em que, para onde quer que olhemos, tudo parece estar em crise. É a saúde, a educação, o aumento de desempregados...
Sei que devo estar contente por ainda ter trabalho, mas a verdade é que, graças à lei da "mobilidade", e sendo a mais recente aquisição na minha secção, era lógico ser eu a ter de ir para outro local, ligeiramente mais distante do meu habitual local de trabalho.
Este meu desabafo vem no sentido de ter sentido esta mudança quase como se me tentassem "impingir" um castigo. Primeiro, tendo conhecimento do meu curriculo e da minha vontade em progredir profissionalmente, foi-me proposto uma mudança de carreira, para ajudar a colocar aquela secção nos "eixos", de modo a depois poder avançar para onde de facto há uma flagrante falta de pessoal.
Com esse voto de confiança, e porque as informações sobre o novo chefe até eram positivas, era impossivel não aceitar o desafio. Erro!!!
Fui parar a uma daquelas secções onde a colega já espera pela reforma há séculos e o seu modo de trabalhar faz lembrar os burros com aquelas palas para não se desviarem do seu caminho: só lhes é permitido ver aquela faixa à sua frente e nada mais. Sem desprimor para com os animais, que não os pretendo ofender, claro.
Esta colega, claro está, é daquelas que não sabe, nem quer, ensinar, assim como não permite que se aprenda nem tão pouco se façam mudanças, mesmo quando há um claro melhoramento de serviço.
A parte mental começou a dar de si, e como tenho uma pequena cria a meu cargo, a decisão foi rápida (bem, demorou praticamente um ano, mas não houve danos de maior, digo eu): fui falar com o chefe e disse-lhe que, como os meus objectivos já tinham sido cumpridos, ou me ajudava a avançar, como me prometera, ou me deixava regressar para o meu posto anterior.
Resultado: porque "superiormente" não lhe permitiam a minha progressão, tive de voltar para o meu anterior posto. Tudo bem, até que surge esta situação da mudança de local laboral.
E este desabafo surge porque senti como se me tentasse castigar. Mas sabem que mais? Saiu-lhe o tiro pela culatra. O facto é que só me fez bem mudar de ares. Para quem lá ficou é que foi pior, terem de continuar a levar com um superior deste calibre, que não cumpre as promessas que faz.
E quando me perguntam se tenciono voltar... provavelmente quando ele sair de lá!
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